Auto do Círio 2026 homenageia legado de Zélia Amador de Deus
Lançamento da 32ª edição do programa da UFPA reuniu artistas e pesquisadores em tributo à professora, morta em setembro aos 76 anos.
Da RedaçãoPublicado em 1 min de leitura
O lançamento oficial da 32ª edição do Auto do Círio foi marcado por um tributo à professora emérita Zélia Amador de Deus, uma das idealizadoras do programa de extensão da Universidade Federal do Pará (UFPA). O evento ocorreu no domingo (13), no Instituto de Ciências da Arte (ICA), na Praça da República, em Belém, reunindo familiares, artistas, pesquisadores e representantes da cultura paraense.
Zélia morreu em 8 de setembro, aos 76 anos. Ela teve participação decisiva na criação e consolidação do Auto do Círio, manifestação que há mais de três décadas transforma as ruas do bairro da Cidade Velha em palco de teatro, dança, música, fé e cultura popular. A programação de lançamento incluiu apresentações artísticas, exposições e depoimentos de familiares e companheiros de atuação na universidade, nas artes e no movimento negro.
A coordenadora do Auto do Círio, professora Inês Ribeiro, da Escola de Teatro e Dança da UFPA, destacou o papel de Zélia na criação do programa. "O Auto do Círio é Zélia", resumiu, ao lembrar a capacidade dela de reunir diferentes linguagens artísticas e grupos culturais em torno da manifestação.
Para o reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, amigo de Zélia e companheiro de lutas pela democratização da universidade, o legado dela ultrapassa os limites da instituição. "Zélia é maior que a Universidade. Sua trajetória e tudo o que ela representa não cabem apenas na história da UFPA, porque alcançam o país inteiro", afirmou.
Com informações da Universidade Federal do Pará (UFPA).
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